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Problemas marcaram a estreia do espetáculo “Léo e Bia” hoje no Teatro Fashion Mall

Foto: Reprodução

Foto: Reprodução

Rio de Janeiro, domingo, 19 de março, Teatro Fashion Mall, bairro de São Conrado, Zona Sul carioca,  estreia para convidados do espetáculo “Léo e Bia”. Uma peça  com texto e trilha sonora de Oswaldo Montenegro, com a incrível direção de Leonardo Talarico.

Ao chegar no segundo andar do shopping onde está localizado o teatro, com uma hora e dez minutos de antecedência, o primeiro susto. Uma fila que não tinha fim já formava um  tumulto e bastante constrangimento para aqueles que supostamente seriam direcionados a bilheteria, que só abriu as 19h.

Jornalistas, produtores, críticos, colegas de classe, muitos famosos, além de uma VipList assinada pelo promoter Guilherme Barros, no qual estariam socialites e personalidades conhecidas da cidade não imaginavam o segundo ato do espetáculo.  Todos educadamente utilizaram a forma tradicional do “Répondez S’il Vous Plait” para confirmar presença e garantir o lugarzinho numa sala que cabe aproximadamente 500 pessoas. Ledo Engano!

A desorganização foi tanta que os próprios convidados foram barrados por falta de ingresso, mesmo com os nomes confirmados pela produção do espetáculo no decorrer da semana.

Por volta de 19h40min um funcionário da produção tenso, gritava informando que o local estaria lotado e que as pessoas deveriam ficar calmas, pois receberiam um flyer (espécie de convite improvisado) para voltarem numa outra oportunidade. Conseguem visualizar a confusão?

Aproximadamente 60 convidados barrados na pré estreia de um espetáculo que foram selecionados para  estarem lá e ainda tiveram que ouvir da produção a seguinte resposta: “nós erramos, porque achamos que iria dar praia e talvez alguns  confirmados não compareceriam. Sabe como é carioca né? Aí aumentamos a quantidade de convites para garantir o sucesso da estreia. Erramos, pois  o domingo amanheceu nublado, agora chove e todos resolveram comparecer ao evento”. Oi?

No rosto dos “barrados”, a decepção e o sentimento de consternação era visível. Uma triste cena já vista algum tempo por aí. Artistas, jornalistas, renomadas socialites e empresários que deixaram suas residências num domingo chuvoso para honrar o compromisso  estavam de fora!

Isso mesmo, literalmente  “barrados no baile”. Faltou educação, gentileza e organização da produção em conversar com as pessoas no saguão do teatro, além do “Promoter”, supostamente responsável pelos Vips que nem apareceu e largou seus convidados sem o mínimo de consideração. Apenas  solicito uma funcionária da bilheteria para informar que a casa estava com lotação máxima, Amadorismo? Não, falta de profissionalismo mesmo. Inacreditável!

Só que estava lá pode entender o caos. Mas o Rio de Janeiro é bem conhecido por esses amadorismos.  Todo mundo é jornalista, assessor de imprensa, formador de opinião, RP e muito mais. Isso sem falar nas  poltronas alternativas, que ficam situadas nos corredores aquelas desconformáveis tadinhas . Olha, foram disputadas quase no tapa!  Piada? Não verdade!

Coincidência ou não, um  trecho da composição tema central e título do espetáculo composta por Oswaldo Montenegro que tem como finalidade contar uma história de amor e sonhos em tempo de ditadura, diz:  “Como se fosse urgente e preciso, como é preciso desabafar”. Realmente precisava soltar o grito preso não somente na minha garganta, mas de todas aquelas pessoas que perderam uma noite de domingo e acabaram sentados numa mesinha   degustando o tradicional cachorro quente Geneal, para amenizar tal constrangimento.

Finalizo ressaltando que o elenco e o competente diretor, nada tem a ver com o fato ocorrido.

 

 

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