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André Lazaroni e as novas perspectivas da Cultura

Foto: Andre Lazaroni

Numa crise devastadora o Rio de Janeiro tenta respirar diariamente novas alternativas para ressurgir da crise instalada no Estado.  Um caos em todas as áreas, secretarias e áreas como a cultura e saúde foram as mais prejudicadas.

Vítimas de um processo de corrupção antigo e esquemas com licitações e negociações que favoreciam grande parte dos governos anteriores, a bomba explodiu. E agora?

Sempre acredito que a educação e projetos culturais sejam a solução para minimizar tantos casos de violência e formar indivíduos capazes de trilhar um caminho melhor. Educar é iluminar e abrir caminhos, horizontes, sonhos e numa cidade como a nossa, oportunidades de uma vida melhor.

Darcy Ribeiro, sempre dizia que “o Brasil, último país a acabar com a escravidão tem um perversidade intrínseca na sua herança, que torna a nossa classe dominante enferma de desigualdade, de descaso”. Talvez seja exatamente isso, no entanto, grande parte da responsabilidade está com todos nós, cidadãos e eleitores que na grande parte nem estudo possui, que dirá capacidade de analisar o que talvez seria politicamente correto.

Hoje o cenário parece degradante,  uma era apocalíptica, como sempre falo nas matérias, porém, é necessário mergulhar no abismo para conseguir enxergar a real necessidade e mapear o cenário para um novo renascimento.

Um mergulho rápido  na filosofia, período do Renascimento (séculos 15 e 16), o mundo assistiu a profundas transformações no campo da política, da economia, das artes e das ciências. O Renascimento retomou valores da cultura (representada pelos autores gregos e latinos), como a autonomia de pensamento e o uso individual da razão, em oposição aos valores medievais, como o domínio da fé e a autoridade da Igreja.

No século 18, a razão é vista também como guia para a discussão do problema moral (o problema da ação humana) e o filósofo é entendido como aquele que faz uso público da razão, ao usar sua liberdade de pensar diante de um público letrado.

Kant foi um filósofo de grande reputação, um dos maiores pensadores da filosofia do Iluminismo (movimento cultural do século 17 e 18, caracterizado pela valorização da razão como instrumento para alcançar o conhecimento).

Novas eras foram avançando e hoje estamos onde afinal?  Talvez no Niilismo, uma era de consequências cada vez maior da perda de identidade, referências, o que torna nossa sociedade efêmera e superficial. Fácil admitir? Claro que não, porém as estatísticas estão aí.

Não devemos encarar isso como o fim vagaroso da humanidade, mas no individualismo que se torna a cada dia, a arma dos homens e da política brasileira.

Volto a enfatizar que é possível transformar esse cenário através da arte, pois ela favorece o desenvolvimento da criatividade e da intuição, nos levando a criar mais, sentir mais, inovar e imaginar um pouco mais no sentido de encontrar soluções aos problemas que afligem a humanidade.

A verdadeira arte pode ser coletiva, compartilhada, dividida. Arte, educação e cultura é integração, uma forma de expressar a própria vida que se manifesta não somente no cotidiano. Ela agrega famílias, cria valores e desperta desejos e reflexos mágicos na formação do caráter humano.

Também não escrevo para fazer analogias e valorizar os homens que hoje ocupam o poder, mas é necessário levar em consideração o esforço e projetos que podem modificar a sociedade com resultados expressivos, atuando no coletivo, nas periferias, na minha, na sua, na nossa comunidade. Tratar o problema dentro para fora, com ideais, luta e resultados que possam ser apresentados e mensurados de forma idônea a sociedade.

Por algum tempo venho observando o bailar político de André Lazaroni que atualmente ocupa o cargo de Secretário de Cultura do Estado do Rio de Janeiro. Analisando sua postura e os vídeos postados durante esses dias, busquei entender melhor seu discurso e como irá governar nos próximos dias.

De fato, não somente a periferia, mas regiões do interior necessitam de apoio e possibilidades para desenvolver talentos e criar seus próprios recursos através de medidas socioculturais abrangendo também a diversidade. Abrangendo do erudito ao popular,

Ainda não estou convencido ao ponto de afirmar que ele fará a diferença, mas já encontro pontos positivos nos diálogos com líderes comunitários e representantes culturais durante seus discursos e metas. Também pude assistir alguns  vídeos e sinceramente espero que projetos como esse, sejam realmente apoiados e incentivados para que novas vidas possam ser transformadas e a cultura retome seu lugar que até o momento se encontra em num estado de abandono e descrença.

 

E segue o baile…

 

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