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‘Bituca – Milton Nascimento para Crianças’ vence quatro categorias

Grande destaque da temporada teatral de 2017, o musical infantil Bituca – Milton Nascimento para Crianças venceu quatro categorias do 6º Prêmio Botequim Cultural voltadas para o público infantojuvenil: Melhor Espetáculo, Melhor Diretor (Diego Morais), Melhor Autor (Pedro Henrique Lopes) e Melhor Atriz (Aline Carrocino). O júri técnico composto por Daniel Belmonte, Gilberto Bartholo, Wagner Correa de Araújo, Zé Helou e Renato Mello selecionou seis indicados de cada categoria entre mais de 300 espetáculos avaliados no ano passado, e o júri popular votou para decidir os vencedores. Cada ganhador receberá uma estatueta em bronze criada pelo escultor Edgar Duvivier, representando a figura de Dom Quixote.

 

Bituca – Em pé Marina Mota (esq), Udylê Procópio, Martina Blink e Anna Paula Black (dir), Abaixados, Aline Carrocino e Pedro Henrique Lopes (Foto: Andrea Rocha)

O espetáculo, que concorre ainda a sete prêmios CBTIJ, integra o projeto Grandes Músicos para Pequenos’, idealizado pela Entre Entretenimento para homenagear e preservar a memória de grandes nomes da música popular brasileira. Além de ‘Bituca’, os espetáculos ‘Luiz e Nazinha – Luiz Gonzaga para Crianças’ e ‘O Menino das Marchinhas – Braguinha para Crianças’ integram o projeto criado em 2013. ‘O Menino das Marchinhas’ estará em cartaz na Cidade das Artes, na Barra da Tijuca, este sábado e domingo, às 17h.

Com texto de Pedro Henrique Lopes, direção de Diego Morais e direção musical de Guilherme Borges, ‘Bituca’ é inspirado na vida e na obra de Milton Nascimento e expõe em cena a ternura e os desafios inerentes ao processo de adoção e as dificuldades de inserção de uma criança negra em um ambiente majoritariamente branco. Em cena, Udylê Procópio (Milton), Martina Blink (Mãe), Aline Carrocino (Maricota), Anna Paula Black (Mãe Maria), Marina Mota (Professora) e Pedro Henrique Lopes (Salomão) contam a história do pequeno Milton que, ao ficar órfão aos 2 anos de idade, é adotado pelos patrões de sua avó. Chegando a Minas Gerais, o menino precisa lidar com o preconceito da sociedade por seu negro e ter pais brancos.

“O musical é um tributo ao Milton Nascimento, então nos inspiramos em passagens da vida dele, mas também criamos momentos ficcionais para debater temas como adoção, bullying e preconceito racial de maneira lúdica”, explica o diretor Diego Morais. “Também fazemos uma grande homenagem à maternidade e à ampliação dos modelos de família”.

Na direção musical de Guilherme Borges, grandes sucessos de Milton Nascimento como “Coração de estudante”, “Travessia”, “Canção da América”, “Canção do sal”, “Um índio”, “Quem sabe isso quer dizer amor” e “Maria” transportam o espectador para esse universo todo especial do músico, que passa pelas belezas de Minas Gerais, rezadeiras, relicários e movimento barroco. “A obra do Milton sempre me encantou desde muito pequeno. Conhecer mais profundamente a história de vida deste gênio me fez querer levar o amor que transborda de suas melodias e letras para crianças de todas as idades”, acrescenta o dramaturgo e ator Pedro Henrique Lopes. “Nossa ideia é criar espetáculos com conteúdos atraentes para as famílias, para aproximar as gerações”. Também fazem parte da equipe criativa Clívia Cohen (cenários e figurinos), Carlos Lafert (iluminação) e Vitor Martinez (visagismo).

 

 

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