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Profetas da Chuva – “Chico Mariano e Paroara” encerra temporada no Rio

Foto: Divulgação

Realizada por homens e mulheres muito respeitados no sertão nordestino, a previsão do clima é uma atividade enraizada na cultura cearense e em outros estados da região, reverenciada por toda a comunidade e passada de geração em geração. As personalidades que detém esse conhecimento são conhecidas como ‘Profetas da Chuva’. Suas previsões meteorológicas, feitas a partir da observação da natureza, têm o importante papel de anunciar à população local como será o clima do ano que virá. Essas figuras, que encantam por seu saber empírico, simples e profundo, motivaram a criação do espetáculo ‘Profetas da Chuva – Chico Mariano e Paroara’, que encerra temporada neste domingo, dia 29 de julho, no Teatro Candido Mendes, com pesquisa, texto e atuação de Clara Santhana e Paulinha Cavalcanti e direção de Isaac Bernat. O diretor e Clara retomaram a bem-sucedida parceria iniciada em ‘Deixa Clarear, Musical sobre Clara Nunes’, há cinco anos em cartaz e visto por mais de 200 mil espectadores.

A pesquisa, com supervisão de Nara Keiseman, começou quando as atrizes Clara Santhana e Paulinha Cavalcanti estudavam na UniRio e leram o livro ‘Profetas da Chuva’, de Karla Patricia Holanda Martins. O processo durou cinco anos (de 2007 a 2012) e incluiu duas viagens da dupla para as cidades de Quixadá e Quixeramobim, no Ceará, onde moram os profetas. Lá conheceram Chico Mariano e Paroara, ouviram muitas de suas histórias, e os elegeram os protagonistas do espetáculo. Depois de anos, a dupla retornou a pesquisa para criar um espetáculo que busca um ambiente de proximidade entre público e personagens. Na trama, os protagonistas conversam sobre a vida, suas experiências e seus métodos de previsão meteorológica.

 

Profetas da Chuva – Clara Santhana (e) e Paulinha Cavalcanti. Foto Guga Melgar

“Falar dos Profetas da Chuva é experimentar no corpo um conhecimento vivido por muitas gerações. Eles têm palavras profundas e certeiras sobre a vida. São sábios. Com seus olhos maduros, observam os sinais da natureza e fazem um balanço do que está por vir. A população estremece ao ouvir suas previsões”, descreve a atriz Clara Santhana, que há cinco anos vive a cantora Clara Nunes nos palcos e que, agora, dá vida a Chico Mariano. “Entrar em contato com a pesquisa feita há anos no sertão do central do Ceará, na cidade de Quixadá, é me reconectar com a força ancestral presente naquelas vozes proféticas”.

A atriz Paulinha Cavalcanti, que interpreta Paroara, foi quem primeiro teve contato com o livro e incentivou o início da pesquisa. “Profetas da Chuva é um encontro de almas. Eles promovem, através da tradição oral, o sentimento de acolher com as palavras. Assim me senti desde que conheci o livro, e esse sentimento se confirmou quando tivemos a oportunidade de encontrar pessoalmente Paroara, Chico Mariano e outros (as) Profetas no Quixadá. Retomar esse encontro com as personagens enche meu coração de alegria e esperança. A sabedoria popular e sua riqueza são nossa pérola preciosa que nos motiva a dizer em cena as palavras desses senhores conectados com a natureza e toda sua grandiosidade.”

O diretor Isaac Bernat conta que o espetáculo mostra ao público a sabedoria popular dos profetas, que é muito respeitada na região, mas desconhecida por muitos no Sudeste do país. “Em Quixadá e Quixeramobim, viveram personalidades como Rachel de Queiróz e Antônio Conselheiro, então é uma região muito significativa e mística. É um lugar onde a oralidade é importante para resgatar memórias e tradições. Os Profetas da Chuva têm um olhar para os fenômenos da natureza que não é o clássico, mas existe uma ciência ali, que vem da observação da natureza. Com este espetáculo, original e poético, resgatamos um pouco do Brasil ainda desconhecido por muitos e preservamos nossa ancestralidade, nossas origens”, observa o diretor Isaac Bernat. Completam a equipe criativa Laura Becker (assistente de direção), Nara Keiserman (orientação de pesquisa), Aurélio de Simoni (Iluminação) e Desiree Bastos (cenário e figurino).

Sinopse

 

Dois Profetas da Chuva — Chico Mariano e Paroara, vividos por Clara Santhana e Paulinha Cavalcanti — conversam sobre suas experiências de previsão meteorológica e os métodos utilizados na observação da natureza. Filosofam sobre a vida e o tempo, com falas bem-humoradas e momentos de música ao vivo. O ambiente é de proximidade entre personagens e público, que atua como testemunha de suas profecias.

Ficha técnica:

Texto e atuação: Clara Santhana e Paulinha Cavalcanti

Direção: Isaac Bernat

Assistência de direção: Laura Becker

Orientação de pesquisa: Nara Keiserman

Iluminação: Aurélio de Simoni

Cenário e figurino: Desiree Bastos

Produção executiva: Leandro Carvalho

Fotos: Mateus Gomes

Programação visual: Leandro Carvalho

Direção de Produção: Naine Produções

Assessoria de imprensa: Racca Comunicação

 

Serviço:

Profetas da Chuva – Chico Mariano e Paroara

Temporada:  De 22 de junho a 29 de julho.

Teatro Candido Mendes: Rua Joana Angélica, 63 – Ipanema

Telefones: 2523-3663.

Dias e horários: Sexta e sábado, às 20h, e domingo, às 19h.

Ingressos: R$ 50 (inteira) e R$ 25 (meia).

Lotação: 103 pessoas

Duração: 1h

Classificação indicativa: Livre

Funcionamento da bilheteria: Diariamente, a partir das 14h.

Vendas online: https://ticketmais.com.br/

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