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Clara e Gito, vida, paixão e música!

No ano de 1986, Gito Sales e Clara Moreno se conhecem, Gito Sales estava produzindo uma banda para o selo Plug da BMG-Ariola junto com Michael Sullivan e Junior Mendes, quando a banda chama Clara Moreno para ser Backing Vocal e de cara já houve uma interação musical entre os dois, pois a Bossa Nova era este elo. Em 2018 eles se reencontram e resolvem resgatar esta faceta desenvolvendo um Duo de Vozes e Violão com pitadas de BPM Trap e assim criando umas releituras para alguns clássicos e músicas autorais!

Foto: Divulgação

Clara Moreno

Foto: Reprodução

Versátil e acessível, Clara já abriu os shows de The Chemical Brothers, bem como encantou plateias no Barbican, em Londres, e no Yomiuri Park, em Tóquio. Dona de uma voz cadenciada, ela domina o inglês e o francês, bem como o seu português nativo, o que amplia seu repertório e abre oportunidades em sua carreira cada vez mais global.

 “Respiro música desde os 6 anos, mas da mesma forma que a gente cresce, minha música também evoluiu. Meu canto cada vez mais encontra as preciosidades da música brasileira”, explica Clara, Moreno.

O talento e a intimidade com a música vêm do berço. Nos anos 70, no Rio de Janeiro, ela cresceu embalada por nomes como Milton Nascimento e Egberto Gismonti, habitués da casa dos pais famosos. Suas primeiras notas foram em corais e acompanhando as gravações de Milton Nascimento, Alcione, Gonzaguinha, Xuxa e Cazuza. Também cantou e atuou por 2 anos no espetáculo Astrofilias, de Ana Luiza Jobim, em 1984.

 

“Fui para Paris aos 18 anos, estudei na Sorbonne e no Centre d’Information de Musique, a escola número um de jazz e música popular da cidade. Foram seis anos de estudo com Christiane LeGrand, que foi uma das principais vocalistas de jazz francesas, eternizada no The Swingle Singers”, lembra Clara.

 

Sua carreira profissional começou em Paris, quando trabalhou em night clubs como o Etoile Jazz Club, Le Meridien, Le Faubourg Sofitel, Plaza Athénée e gravou seu primeiro single, Dance of Mercy. Também se apresentou no show de Joyce, sua mãe, no Theatre de Ville.

 

Clara retornou ao Brasil aos 25 anos e primeiro show solo, um tributo à cantora e compositora Rita Lee, aconteceu em 1995 no bar Au Bar, no Rio de Janeiro, ao lado do pianista Paulo Malaguti. Gravou o primeiro álbum, Clara Moreno, a convite de Márcio Menescal, filho de Roberto Menescal, pai da bossa nova. Márcio é um dos líderes da nova bossa nova, que combina a tradicional bossa nova com DJs e batidas eletrônicas. O movimento fez renascer o interesse pela bossa nova nas danceterias nos Estados Unidos e Europa. E assim Clara Moreno, a exemplo de cantoras como Bebel Gilberto e Céu, conquistou reconhecimento no exterior.

 

Em 1997, estreou o show Gets Bossa Nova no Yomiuri Park, em Tóquio, e voltou ao estúdio para gravar Só danço Samba, de Jobim e Vinicius, no álbum de compilação 40 anos da Bossa Nova. Em 1998 lançou o novo álbum solo, Mutante e remixes Clara Claridade.

 

Os próximos álbuns foram Morena Bossa Nova (2004) e Meu Samba Torto (2007) seguidos de uma produtiva temporada em Londres para cantar no show 50 anos da Bossa Nova no Barbican Hall, fazer um show esgotado no então badalado Guanabara Club e o lançar o álbum Miss Balanço (2009). Clara também do Festival Tensamba nas Ilhas Canárias, na Espanha.

 

Outro projeto importante foi o Red Hot Rio 2 Project, em 2015, homenagem à Tropicália. Clara participou do disco que tem gravações originais com Seu Jorge, Alice Smith, Caetano Veloso e Marisa Monte. Em 2016, lançou o álbum Samba Esquema Novo de Novo, uma releitura do Samba Novo, o sensacional álbum de Jorge Ben Jor, com participações especiais de Simoninha e Jair de Oliveira.

 

Foto: Divulgação

Gito Sales

 

Instrumentista. Guitarrista, Violonista, Cantor. Arranjador, Compositor, Professor, Produtor e Diretor musical.

Influências musicais: Rosinha de Valença, Manuel da Conceição e Toninho Horta.

Autodidata, foi estudar hamônia Funcional em Paris (le music chatô), tocou no metro de Paris e mais cidades da Europa, fez alguns projetos para o Adido Cultural do Brasil em França ( Imortal Herberto Sales ocupando a cadeira n° 3) do qual ele era neto e Consultor. Trabalhou como conselheiro para o Diretor musical da TV Bandeirantes – Rio.

Em 1981 gravou pela 1a vez no LP de Herberto Filho como guitarrista e fazendo baking vocal LP “Paladar”

Em 1983 gravou seu 1° compacto independente com 2 faixas “Eu sou mais eu” (Arnaldo Brandão) e “Acredite se quiser” (Prentece). Independente

De 1985 a 1990 integrou como guitarrista e backing vocal a banda chamada Fibra de Vida juntamente com Davi Morais (guitarras) Zé Ricardo (vocal) Modesto (baixo) e Linhos (bateria), que gravou LP pela Warner. Nesta mesma época tocou com Morais Moreira e Pepeu Gomes.

De 1990 a 1992 integrou como guitarrista e vocalista a banda Fantasmas, juntamente com André Gatti (guitarra e backing vocal), Gito Sales (guitarra, violão e backing vocal), Karina Hoffter (voz e backing vocal), Marcus Rey (bateria e backing vocal) e Emerson Mardhine(baixo e backing vocal) participação especial de Milton Guedes. Com o conjunto, gravou o CD “Fantasmas”, lançado pela BMG/Ariola em 1990. Também com o grupo, participou da trilha sonora da novela “Mulheres de areia” (TV

 

Globo), interpretando “Ovelha negra” (Rita Lee), além de ter sido contemplado com o “6° Prêmio Sharp” na categoria “Melhor grupo de música popular”.

Em 1992 assinou contrato com a Polygram, para fazer seu trabalho solo, mas por contenção da gravadora teve de segurar, mas foi considerado pelo Dir. Artístico (Max Pierre), uma das melhores aquisições da época.

Gravou e tocou com artistas e amigos como Ed Motta, Marisa Montes, Fernanda Abreu, Banda Vitória Régia, Raphael Rabello, Milton Guedes, Marina Lima, Moraes Moreira, Pepeu Gomes, Nana Caymmi entre outros.

Internacionais: Carlos Santana, Stanley Jordan, Pat Metheny entre outros.

Em 1998 participou de um projeto encomendado pela Warner chamado VêenniX como guitarrista, violonista, vocalista, produtor e diretor musical juntamente com Vinícius Ottoni (voz e teclados), uma dupla pop.

No ano de 2007/08 volta a cena musical independente do Rio de Janeiro, para fazer o seu mais novo trabalho chamado Gito Sales “Independência Já” com co-produção do Vinny, Roberto Lly, que lançado pelo selo T-Rec.

No ano de 2009 foi convidado para participar do DVD SOMA de Tuka Villa-Lobos, além da direção musical de Jordan Tropa de Choque e Zizi Villa-Lobos, ambos de Brasília, além do seu primeiro álbum autoral, ainda sem título, em sua maioria instrumental, onde flerta com o Jazz, viajando por diversos estilos musicais como a Bossa, o Samba, o Rock e o Pop e produziu 2 bandas em Barcelona “Maldita Nerea” e “Lagarto Amarillo”.

 

 

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