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Tunai lança músicas inéditas em ‘Caderno de lembranças’ com show no Vivo Rio

Álbum celebra os 40 anos de carreira do compositor lançado por Elis Regina em 1979

Credito:  Capa Caderno de Lembranças de Tunai.

 

Com show marcado no próximo 2 de novembro, o cantor e compositor volta ao Vivo Rio para gravar o DVD com repertório do “Caderno de lembranças “e sucessos de sua obra. Além de um mestre da canção, com dezenas de clássicos no currículo, Tunai é um apaixonado por números e datas redondas.

O que reforça o simbolismo de “Caderno de lembranças”, seu novo álbum de inéditas em 15 anos – o anterior, o independente “Dança das cadeiras”, tinha saído em 2004. Ele chega às plataformas de streaming (e no formato físico, CD digipack) quando comemora quatro décadas de carreira.

Compositor gravado por Elis Regina, Gal Costa, Nana Caymmi, Elba Ramalho, Simone, Fafá de Belém, Maria Rita, Milton Nascimento, Ney Matogrosso e Sérgio Mendes, entre outros, Tunai tem em Frisson seu maior hit. A canção, regravada por vários artistas, foi incluída no set list de Live Experience, DVD que Ivete Sangalo lançou no primeiro semestre.

CADERNO DE LEMBRANÇAS possui nove canções inéditas. Da recentíssima “Solidão blues” (feita em janeiro passado, a partir do poema que recebeu de um novo parceiro, Marcos Moussalen) a oito belezas armazenadas em seu baú – “Nuances”, a mais antiga veio também do emblemático 1979 (essa balada é outra que tem como base um poema, da conterrânea e premiada escritora Thaís Guimarães).

Em meio a esses extremos no tempo, as três com letra de Sérgio Natureza foram feitas entre 2008 (“Maior que a vida”) e 2013 (“Mãe das mães”, hino religioso mirando a Jornada Mundial da Juventude que então rolou no Rio de Janeiro); sendo que a que dá título ao álbum estava guardada desde 2010. Agora, como uma das “folhas arrancadas”, a balada “Caderno de lembranças” sintetiza conceito e espírito do disco, sensações eternas, que tempo algum apaga.

Três diferentes parceiros estimularam Tunai a passear além da zona de conforto de baladas e blues. Na abertura do disco, “Você olha” é um bolero que fez com Claudio Rabello em 2004; o samba “Entre o anjo e a serpente” nasceu em 2008 após um encontro com o vizinho Carlos Colla numa feira livre de Laranjeiras; enquanto um poema de Salgado Maranhão, “Vício de amar”, levou-o aos ritmos nordestinos.

Fechando a sequência autoral, o blues-rock “Bala perdida” é outra canção-síntese do novo disco. Vale como antídoto para esses tempos de obscurantismo que se abatem sobre o Brasil e, em sua frase final, cita sutil e certeiramente os Beatles: “help me!”. Essa forte canção de protesto, que tem letra do próprio Tunai, sai aqui em versão “Radio edit”.

A primeira, um minuto mais longa, foi lançada em maio de 2018, como um dos cinco singles inéditos que marcaram sua estreia nas plataformas de streaming – ao lado de “Lilá”, “Sina de amor”, “O menino Fernando” e “A tal profecia”.

Ainda no estúdio, ele homenageia o irmão quatro anos mais velho, recriando “Corsário” (João Bosco e Aldir Blanc). Por fim, duas faixas-bônus ao vivo reforçam a veia de celebração do disco. Elas foram registradas no SESC Taubaté (SP) durante a passagem da turnê e tributo a Elis Regina que ele tem feito em duo com Wagner Tiso desde junho de 2012, quando estreou no Tom Jazz (SP) – até o momento já foram quase 150 apresentações por todo o país.

Em data emblemática, 17 de março de 2016, noite em que a cantora estaria completando 71 anos, Tunai usa o trecho final de “As aparências enganam” para contar ao público do aniversário. Em seguida, também reverencia Milton Nascimento: com o sucesso que fizeram juntos, “Certas canções”, e outro clássico que fez parte do repertório de Elis, “Maria, Maria” (Milton Nascimento e Fernando Brant).

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